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Hilary Duff é alguém que dispensa apresentações. Em Breathe In. Breathe Out., seu mais novo álbum de estúdio que a gente já consegue ouvir, ela investe em uma sonoridade cheia de referências limitadas mas ao mesmo tempo amplas. Nos próximos parágrafos a gente comenta por cima todo esse novo trabalho e como isso afeta o modus operandi de fazer pop!

Já de cara a gente recebe a maravilhosa Sparks, primeiro single oficial do álbum. De cara, uma polêmica com o produto visual que teve que ser corrigido às pressas. E, por mais que digam que tudo foi pensado, não gente… foram mais de 10 mil dislikes e uma chuva de comentários pedindo uma versão sem Tinder que aconteceu e a gente comentou aqui e aqui.

Isso atrasou toda uma agenda que a gente sabe que existe mas não é divulgada, tanto que temos UM SINGLE pré-lançamento do álbum, que aconteceu semana passada primeiramente na Alemanha. Isso, para uma cantora do porte de Duff, não é lá muito comum. Aguardamos rapidamente um próximo single que sustente o projeto (o que não vai ser muito difícil)

My Kind e One In A Million continuam a linhagem de Sparks sendo grandes faixas pop com animação necessária para ninguém cair na chateação, além de serem ótimas opções para single. Na real, é difícil achar um material no álbum que seja uma baladinha. O material é feito para ser empolgante, animado e BEBE HORRORES da mesma fonte pseudo-pop-hipster que Taylor Swift fez no 1989 (outro ótimo álbum de 2015), além de ter uma sonoridade que tem um pé no europop.

Com isso, Hilary não deixa a gente descansar e nem arranja um tempinho pra respirar. São hits up e midtempo um atrás do outro sem nem ao menos cantar lentamente uma única vez. E isso é ruim? Dá forma que foi feito, não. Mas poderia ser uma tragédia. Se a gente fosse resumir, diríamos que o novo material é um dance pop daqueles bons de 1990 repaginados. Talvez seja essa vibe 90’s, totalmente em alta, que traz essa sonoridade tão igual e ao mesmo tempo tão diferente do que a gente está ouvindo.

Quem merece uma grande atenção é a faixa homônima ao álbum, que seria a minha melhor opção para segundo single do projeto. Breathe In. Breathe Out.  A produção é radiofônica DEMAIS e tem um refrão digno, que se encaixa para algo um pouco mais lento que pode render lindas imagens para um material visual.

Se você busca algo mais forte e gritado você vai se apaixonar por Arms Around A Memory. Passadas algumas faixas chegamos a um mais um dos destaques do álbum. Tattoo, a primeira faixa lentinha chega quase no final do material e está sob a composição de ninguém menos do que Ed Sheeran, puro amorzinho que também se repete na parceria com Kendall Schmidt.

Vale lembrar que o material, de uma forma geral, segue uma tendência fortíssima da música pop que utiliza instrumentos de sopro (trompetes, saxofones etc) e assobios nas produções. Cheia de pequenos tropeços, Duff consegue entregar um material conciso, fluido e do mais puro pop com Breathe In. Breathe Out.. O que nos prova que o jeito de fazer pop, as vezes, precisa se relembrar do caminho que já trilhou para entregar um material descente, não evoluir para algo que pode ser arriscado.

E ahhhh, pra quem está se perguntando o que aconteceu com Chasing The Sun e All About You. Elas vão entrar no box especial do lançamento de Hilary e figuraram apenas como buzz singles para o real projeto.

Ouça o álbum, na íntegra, pelo Spotify! Aproveita e conta pra gente qual foi a faixa que você mais curtiu!

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