James Bay tem poucos 24 anos de idade e poucos 3 de carreira, isso não quer dizer que ele não é um expoente musical. Neste ano, Bay figurou em três importantes prêmios musicais: O BBC Sound Of (que ficou em segundo lugar), o MTV Brand New (que foi indicado) e Critic’s Choice do BRIT Awards (que saiu vencedor).

Depois de lançar três EPs, James Bay está finalmente pronto pra entregar o Chaos and The Calm (Republic Records/Universal Music Group) como seu debut album, que com certeza já é motivo de sucesso só por incluir seus ótimos singles Let It Go (não é de Frozen) e Hold Back The River. Porém, o fato mais curioso quando você ouve seu primeiro grande material é a facilidade que ele passeia por três estilos: o pop, o rock alternativo e o indie.

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É bem verdade que James não entrega visualmente (além de seus longos cabelos e seu inseparável chapéu) nem vocalmente, algo diferente. O que chama atenção para um artista como ele, é a musicalidade do seu álbum de estreia que você conhece um pouco mais nessa review e que parece muito com os também novatos Hozier e Sam Smith.

Já no início do álbum a gente dá de cara com Craving que mostra exatamente a mistura de estilos que comentei logo acima. Nesse ponto temos um indie rock super presente entregando pra gente uma batida da bateria e uma guitarra que só deixam a música mais empolgante do que já é.

Hold Back The River e Let It Go vem logo na sequência com o feijão com arroz típico de uma mais animada e uma bem lentinha para dar uma quebrada, mas que incrivelmente não sou como qualquer coisa. Escolhas obviamente acertadas como single que levaram o cantor a um novo patamar.

A quarta faixa do álbum, If You Ever Want To Be In Love, serviria incrivelmente para algum seriado e com alguns ajustes entraria sem esforço em um álbum de uma boy band inglesa tal como One Direction. Indie pop clássico que prepara a gente para a quinta e melhor faixa do álbum na minha opinião.

Best Fake Smile ganha o cargo de mais importante faixa do álbum porque não consigo distinguir em qual estilo ela se encaixa mais. Tem pandeirinho, tem palminhas, tem guitarra e eu fico perdido. Além disso, ela traz de volta a animação do álbum que começou ali em Craving e Hold Back The River.

Passando pela indie rock & apaixonante When We Were On Fire, a gente chega em Move Together, faixa que tem uma grande importância. Foi por causa dessa música que James Bay ganhou seu contrato com uma gravadora quando uma pessoa gravou sua performance em um pub londrido e alguem na Universal Music viu e foi atrás.

Scars, a próxima faixa do álbum, é quase igual a anterior, mas se torna pra mim a faixa que menos se encaixa no material como um todo. Poderia muito bem dar espaço a Stealing Cars que faz parte da versão Deluxe do álbum e é também uma ótima balada assim como Clocks Go Forward e Running, que também fazem parte da versão mais completa do debut.

Nessa altura póde até ser uma loucura minha, mas como o material foi gravado um estúdio em Nashville, eu as vezes consigo ler algumas coisas com um toque BEM LEVE de country, como é o caso da ótima Collide que está aí em terceiro lugar das melhores faixas do álbum atrás de Best Fake Smile e Hold Back The River.

Já chegando no fim do álbum a gente se depara com Get Out While You Can que também dá aquela misturada boa e você não sabe se está ouvindo pop, rock ou um indie. Há também as duas últimas baladas e faixas do álbuns. Need The Sun To Break (com um ótimo refrão) e a “qualquer coisa” Incomplete.

James Bay segue claramente os passos de seus ídolos Bruce Springsteen e Michael Jackson que sempre apresentaram grandes hinos e ótimas baladas. Termino a review com uma frase do próprio cantor para a Teen Vogue que traduz muito o que é Chaos and The Calm: “[…] Um enorme show numa pequena balada.”

Vai, comenta também! :)