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Pode ser que você não Ashley Frangipane, mas talvez esteja um pouco familiarizado com com seu anagrama, Halsey. É sob essa alcunha que a garota de apenas 20 anos lança seu debut album, Badlandspela Astralwerks Records, gravadora especializada em rock alternativo e música eletrônica sediada em Nova York e que aparece no ano que vem no Lollapalloza 2016 do Brasil!

Foi com o single Ghost, que não era propriamente um single, que Halsey conseguiu um contrato com a gravadora, o lançamento do debut EP Room 93, abriu shows para o The Kooks e neste último verão embarcou em turnê com o Imagine Dragons. Todas as datas de sua própria turnê esgotaram em menos de uma hora, algo que quase ninguém consegue fazer hoje, principalmente se lançou somente uma música. Isso acontece porque Halsey é exatamente aquilo que se vê, fala sobre coisas reais em suas composições, que qualquer uma passa por.

Mas vamos entender melhor sobre o que o álbum fala:

“Meu EP, Room 93, era sobre se isolar e se baseava na idéia de estar em um quarto de hotel, estar totalmente sozinho com você. Quando você lida com uma emergência ou como você reage quando alguém é rude com você, isso é você. Mas quando você está em um quarto de hotel e não há nada para provocar você, você pode ser qualquer um. É quase como um universo alternativo. Esse conceito de isolamento está presente ainda mais no meu álbum. Eu escrevi o que eu chamo de um ‘registro feminista irritado’. Por isso, em vez de escrever um desejo, eu decidi que eu queria escrever um álbum com raiva. Eu tenho 20 anos, eu sinto que esta é a minha última chance de gravar um registro assim… então eu vou aproveitá-la.”

De inspiração, Halsey não joga no senso comum e, nada modesta, dispara que Amy Winehouse é uma grande inspiração. “Ela era forte, eu amo suas intenções e eu quero continuar a sua mensagem, mas do meu jeito. Quanto mais eu estou sendo eu mesmo com a minha música, mais eu estou sendo eu mesmo na vida real. Estou tentando fazer isso para que as meninas não têm a idolatrar uma estrela do rock masculino como eu fiz, eles vão ter de mim.”

Seu álbum de estreia começa com a faixa Castle, que tem um toque tenebroso que fica mais evidente quando aparece um coral fazendo as vezes de um pré refrão. Tudo para dar o tom obscuro que o álbum vai ter em todas as suas 11 faixas. Não esqueça da sua voz modulada bem grave atrás do vocal principal.

Hold me Down vem trazendo o tema de relacionamento e o rebaixamento e a necessidade de fugir do mesmo. Tudo a ver com a questão feminista que ela mesma pautou como uma das coisas principais do álbum. Logo a gente entra firme no primeiro smash hit e também single do album. New Americana, retrata muito bem a jornada musical que seu é. As Badlands são uma sociedade fictícia criada pela cantora onde ela viaja com influências do urban e do trap se tornando uma terra dos sonhos do pop… algo bem próximo ao dream pop de outra novada, Phoebe Ryan ou ainda a conhecida Lorde.

Já na quarta faixa do álbum (Drive) você percebe que todo o material não é apenas musical. Ele transcende todo esse aspectos e entrega sonoridades ambientes como se você estivesse dentro daquele momento e totalmente inserido no contexto. Essa inclusive é o seu novo single. Roman Holiday é a próxima faixa do álbum e te puxa para algo mais animado do que o ouvido até agora. Essa seja talvez a faixa mais puramente pop do material e que poderia se encaixar muito bem no novo material de Selena Gomez ou Demi Lovato.

Agora para… respira! Masterpiece do álbum, amada por uma legião de fãs e que me descabelarei no Lolla com toda certeza é a próxima faixa. Colors , que de tão boa ganha até uma Parte 2 na versão deluxe do álbum (disponível apenas no canal dela no youtube) . A faixa navega entre o pop e o indie e vai crescendo deixando você apenas com a vontade de cantar junto quando ela explode no maravilhoso refrão. A pequena parte falada da música (que me lembra muito o vocal de Lady Gaga) da aquela segurada pra você pegar fôlego suficiente. Só amor!

Já entrando na metade final de Badlands, a gente se depara com Coming Down Hauting que te trazem de volta para aquela realidade onde nada vai ser lindo e animado pra sempre. É esse tipo de autenticidade que é importante e significativo para Halsey. “Eu não quero ser a coisa perfeita. Eu sou uma pessoa, eu sou multi-dimensional, isto é o que ser autêntico é para mim.”

Quase no final, Halsey ainda tem fôlego para a grandiosa Control, que também funciona como uma continuação de Castle, faixa que abre o Badlands. Young God e Ghost finalizam o material de uma maneira triunfal não deixando, em nenhum momento, escapar o conceito e identidade sonora tão bem amarrados.

Se você parar pra pensar, o mundo distópico criado pela mente coberta de cabelos coloridos é como se fosse uma única faixa que aumenta e diminui o ritmo em seus 40 minutos de audição. Talvez seja por isso que ela é o nome que todos devemos apostar em 2016. Só não se esqueça de ouvir também as cinco faixas da versão deluxe: Hurricane, Colors pt. II, Strange Love, Gasoline e I Walk The Line. Essa última sendo um cover totalmente atualizado de Johnny Cash.

Vai, comenta também! :)